sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O conceito, o preconceito e a fobia.

Muito bom dia!!!!

Conversaremos hoje sobre mais um tema que tem um leque um tanto quanto aberto ainda - a homofobia e suas vertentes!! No nosso dia a dia convivemos, por muitas vezes sem perceber, com situações homofóbicas e preconceitos que até damos risada mas saímos erguendo a bandeira e dizendo: não à homofobia!! Para tratar de tal assunto convidamos para debater conosco o nosso amigo e jornalista, Diego Ramos.

São tantos fatores que influenciam os diversos preconceitos que os historicamente denominados “grupos” sofrem que a situação por mais maquiada que seja é mais complicada do que imaginamos. Bora descer a ladeira então!! Falo de regionalismos, criação e do histórico preconceito que a sociedade sempre teve. Vamos por partes para tentar clarear tudo...

Falar um pouco da aceitação perante a família e a sociedade. Toda vez que ouvimos uma história de quem saiu do armário e contou pra família e pros amigos, sempre se ouve que foi um impacto muito grande, da forma como uns reagiram e outros não. Tudo isso se deve a estereótipos criados, a uma certa “normalidade” imposta pela sociedade. Como que hoje em dia podemos falar em normalidade? Na sociedade que vivemos nada pode ser taxado como normal ou não, não pode.

Existe de tudo, é homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher, troca de casais, participações especiais, etc... E aí, quem se arrisca a dizer o que e com quantos, como e onde, ocorrem essas situações? É o preconceito do preconceito, o medo de assumir para a sociedade, assim como simplesmente sair do armário, que quando fica entre quatro paredes vale tudo, literalmente tudo. Nem precisa se aprofundar no assunto, mas pensa 5 minutos em todas as taras sexuais que podem existir, submissão é algo quase permanente. Submissão e preconceito caminham lado a lado, saindo da cama um pouco, não é não?

A tal bolha de perfeição que a sociedade nos impõe é tão forte e influencia tanto que cria-se um universo, um mundo gay. A não aceitação da sociedade por décadas e séculos fez com que esse “grupo” se excluísse de certa forma. A sociedade e os meios de comunicação pregam a quebra do preconceito quando cada vez mais os lugares são segregados e frequentados por grupos específicos.

Existe no mundo hoje um enorme movimento para essa aceitação ser completa, assim como ainda existem países que por cultura local não estão nem perto de alguma igualdade ou aceitação. O comércio vai odiar, mas seria muito mais correto existir por lei o dia da família, e não dia dos pais e dia das mães. Não somente por essa questão, mas por crianças que tem pais separados brigados, que não se falam, ou pais que já faleceram.

Falando do mercado de trabalho um pouco, porque para o gay, para o negro, enfim, para todos que a sociedade historicamente colocou rótulos a caminhada para qualquer sucesso se torna muito mais complicada? Se colocarmos as classes sociais em cima disso ainda a coisa só vai ladeira abaixo. Políticas de incentivo e aceitação dentro das empresas são cada vez mais comuns. Em uma entrevista de emprego é cabível e aceitável a pergunta: sua opção sexual, qual é? Dentro de uma empresa trabalham diversas pessoas, com diversos pensamentos diferentes, porém quando a empresa sabe essa informação e tem um “programa” para todos os funcionários, independente do pensamento de cada um a empresa conseguirá impor e expor o seu pensamento, a sua forma de “agir”. Isso se estenderá aos funcionários nas formas de agir, talvez não mude o pensamento de cada um fora da empresa ou talvez mude, mas com certeza enquanto funcionário daquela empresa as atitudes dele serão espelho de como a empresa pensa. A homossexualidade não pode ser tratada como algo definitivo, se não vamos parar na ridícula situação na qual não importa o que a pessoa faça e o que aconteça, no fim das contas é gay. Estranho até acreditar que ainda podem pensar que a qualidade do que você faz ou não depende do que você faz na cama.

Ser homossexual não é doença, não é uma opção (como gostam de chamar, opção sexual), é algo natural. Ninguém sabe se vai ser homossexual, simplesmente acontece. Porque então o sexo é diferente de tudo? Para o paladar por exemplo, é comum se ouvir a frase: “como você sabe que não gosta se nunca provou?”. Isso então não se aplica ao sexo? Não, não se aplica. Ser homossexual ou não vai muito além do que se sente na cama, assim como um casal heterossexual os interesses, assuntos comuns e a inteligência podem até não contar para uma noite ou duas, mas para um relacionamento são colocados em um plano acima.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

UScarasPintadas

Boa noite, expressantes!
Não podemos deixar de falar sobre esse, que vem sendo, assunto tão comentado, discutido, implodido e explodido pela mídia, debates estudantis em nível nacional (e internacional), conversas de charutaria e, espero nobremente, dentro dos espaços ocupados por políticos no nosso Estado: a ocupação da USP!
Expor opiniões, ou mesmo construí-las, meio a tantas argumentações já feitas, é algo que, particularmente, se torna redundante. Afinal, já sabemos o lado A, o B e o C... Toda e qualquer crítica aqui, tem caráter pessoal, pois não estou lá, embora já tenha vivenciado algumas situações de "Movimento Estudantil Esquerdista" - vou nomear dessa forma, porque é fato que isso seja oriundo dessas correntes.
Acredito piamente na construção sócio-histórica, o que me coloca na posição de que não se pode tratar isoladamente esse fato, sem voltar há quase 200 anos atrás, quando a teoria marxista foi instituída, explorada e adotada por estudantes e sindicalistas trabalhadores, como a melhor opção para uma mudança radical (radical, raiz - nesse sentido, mesmo), política e, consequentemente social.
Sou favorável às lutas, que sejam travadas com reivindicações justas! E os estudantes USP têm reivindicações justas! Pedir para o Estado mais segurança, mais estrutura, enfim, um leque de necessidades que são buscadas, apresentadas e, normalmente, indeferidas pelo governo. Houve uma onda de manifestações esse ano, greves e ocupações estudantis (lutando pelo acesso DE QUALIDADE à educação), UEM, UFPR, UFES, UnB e outras tantas IES públicas (PÚBLICAS!!! GRATUITAS!! FINANCIADAS POR NÓS, SOCIEDADE!), mas, será que essa é a melhor forma de expor a necessidade de melhorias? Cobrindo os rostos, impedindo funcionários de trabalhar e, DEPREDANDO um patrimônio cujo gasto de refazer poderia ser utilizado em investimentos na Educação?
É bastante paradoxal, os estudantes pesquisam, se toram peritos em cultura esquerdista (em suas mais diversas vertentes), leem, vão às ruas, pintam a cara, enviam cartas, moções, petições, pedidos aos governos e governantes, mas destroem, prejudicam, roubam - dadas as informações de furtos de objetos guardados, como celulares e outros de valor - e expõem uma total falta de comprometimento com outra parte da sociedade senão eles. De que vale uma luta travada com mais contras do que prós? Bom, o fim verdadeiro da luta, não saberemos agora. Na verdade, é difícil supor um fim.
Fato: precisamos de melhoria na nossa Educação (constitucionalmente "educação pública, gratuita e de qualidade para TODOS e TODAS).
Questionamento: Essa é a melhor forma? Se não, qual, então?
Quando nenhuma parte for prejudicada, acredito, estaremos no caminho certo...
Mas é, esse é realmente um assunto de difícil argumentação!
Pintar a cara de vermelho é bonito, com tinta.
Derramar sangue para que ela se pinte, é mesmo necessário?

Quem apela, perde?

Passados alguns dias do teórico fim das confusões todas na USP e após ler um bocado de coisa a respeito, vamos tentar chegar em algum tipo de consenso aqui. Vimos desde estudantes “filhinhos de papai” colocando a boca no mundo como fossem a chamada nova elite intelectual até comentários e debates bastante interessantes sobre o assunto, usando o ocorrido inclusive para abrir o leque e colocar em pauta assuntos mais abrangentes sobre a própria universidade a até o comportamento desses alunos.
A USP vem há algum tempo tendo divergências em diversos setores da universidade. O contato e troca de idéias entre alunos e reitorias é algo que se arrasta e a dificuldade para solucionar casos simples causa até espanto. O que dizer então das tribos de estudantes, grupos formados que não conseguem se entender quando o assunto se estende a regras e diretrizes da universidade, ou seja nem união total dos alunos para batalhar por uma causa comum existe. Existem diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e dentro de cada unidade vários grupos (tribos). O Movimento Estudantil não é visto pelos alunos como uma organização por não possuir membros fixos, porém ao mesmo tempo é um movimento com lideranças provenientes dos diversos grupos da faculdade, principalmente do DCE e dos CA´s (centros acadêmicos de cada curso). Pelo formato proposto e explicado pelos estudantes, esse movimento pode não ter membros fixos, mas com toda certeza é organizado através dessas lideranças que buscam e incentivam a participação dos tais membros não fixos.
A “tribo” que invadiu o prédio da FFLCH, antes mesmo de comentarmos a respeito da causa, teve algumas atitudes que temos obrigação de enfatizar. Quando um grupo se une e vai a luta por uma causa que é considerada justa, por meios justos, não se vê o que se viu nas atitudes dos alunos da USP. Além da notória destruição do prédio, funcionários que voltaram ao trabalho depois da desocupação constataram fatos lamentáveis tal como o roubo de celulares do achados e perdidos do prédio, ficando para trás apenas livros e cadernos. Será isso uma demonstração da importância dos livros e da futilidade da tecnologia, ah, me poupe, demonstrar isso pegando os objetos de valor para seu uso próprio ou para vender em troca de alguns baseados...ridículo. O que falar então a respeito das intimidações feitas pelos alunos aos funcionários que trabalham naquele prédio hora ocupado. Até funcionária grávida foi trabalhar e sua documentação era exigida na porta do prédio, exigida por alunos que se recusam a mostrar o rosto??? Ah, e essa da documentação, que duvido que esses alunos soubessem identificar, foi solicitada a qualquer um que tentasse entrar no prédio.
Os estudantes reivindicavam uma série de coisas, claro que o fato que mais saiu na mídia foi a maconha, da audiência né? O povo gosta. Os alunos alegam que a prisão dos 3 alunos que fumavam maconha no campus foi apenas o estopim para insatisfações já existentes, e que a partir desse estopim começou o verdadeiro movimento para ocupação do prédio da FFLCH. As reivindicações dos alunos se resumem a dois fatos: discussão da ocupação da PM no Campus (defendendo a Guarda Universitária como segurança do campus) e transparência do Reitor Rodas, que tem nas suas costas diversas acusações e tem sua honestidade, enquanto reitor, questionada.
Existe a alegação por parte dos alunos de que a USP tem autonomia perante o estado e por isso não pode haver ocupação da PM, não pode mesmo, quem deve fazer a segurança é a guarda universitária. Uma instituição pública, financiada por todos nós, sujeitas as mesmas leis que todos dentro ou fora do campus (está em terreno público) reivindica por sua autonomia sendo que o cidadão comum (sem carteirinha), que no fim das contas é quem "banca“ a instituição e seus alunos, não pode usufruir do espaço público bonito e repleto de paz que é a USP. A USP tem autonomia, não soberania. Não podemos esquecer que cada aluno da USP custa em média de 2 a 3 mil reais por mês para os cofres públicos...
Falando mais especificamente da segurança, como esperar que a Guarda Universitária, seja responsável pela segurança do campus quando a mesma não está preparada e nem tem equipamento e aparato para tal função. Diante desses fatos, a solução mais rápida e eficiente para resolver problemas de segurança no campus é sim a presença da PM. A reivindicação dos alunos então deveria ser por uma Guarda Universitária preparada para fazer a segurança do campus, e não contra a presença da PM, mesmo considerando o fato mais do que sabido por nós de que a polícia militar do estado de São Paulo ainda precisa de muita preparação para assegurar e atender a população de forma devida...como diria o outro, é o que temos para hoje.
Independente de todas as exigências dos alunos, das mudanças necessárias dentro e fora do campus, a forma como agiram é repudiável. Lutar por mudanças e ter a energia do jovem para isso é admirável, porém não se faz isso depredando um prédio feito para seu estudo e conhecimento, montando barricadas com bancos de concreto arrancados do chão, exigindo identificação e impedindo funcionários de trabalhar e o pior de tudo, escondendo os rostos. Os alunos, aliás, após a ordem de desocupação, se recusaram a prestar depoimento à polícia, se reservando o direito de fazer isso somente em juízo, está na constituição e é um direito, mas quem “gritou” tão alto por dias se reserva ao direito de se calar agora...só me faltava. A tão contestada fiança que chegou aos R$ 39.000,00 é justa sim, qualquer um que é preso tem que pagar fiança pra sair, e que esse dinheiro sirva para colocar de pé e funcionando o patrimônio público depredado pelos alunos (difícil acreditar nisso, mas...). Chamar a atenção é fácil, fazer isso de uma forma que seus pleitos sejam atendidos, aí se separa os meninos dos homens. Elite intelectual é o caralho, tem que ler muito e comer muito feijão com arroz ainda...
E aí, quem apela, perde?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Início de tudo!

Foi simples assim!
Tragos que viraram palavras,
um expresso duplo e um mate,
que Thiago e Chary começaram
matando a saudade e terminaram
com debates épicos!
Assim,
vos apresentamos,
nosso Expresso Cubano,
que acontece
- religiosamente (sem religião) -
às segundas-feiras, no Café Tesoros de Cuba!