segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Medo e Mudança

Bom, después de very very long time, venho eu, Chary, escrever sobre uma certa conversa ocorrida com Thiago e a participação inusitada, porém extremamente proveitosa de um gênio das áreas sociais. Foram discutidos inúmeros temas: filosofia, história brasileira e mundial, religião, política, preconceitos e muitos, mas muitos outros assuntos que, hipoteticamente e particularmente, nos levaram a uma mesma situação: ações e reações corruptíveis que perpassaram ao decorrer de toda a história. A URSS com sua revolução utópica a partir de uma teoria fantástica, que não se deu devido às correntes socialistas divergentes; a China, com sua monarquia que segue até hoje, mesmo tendo 50 anos desde a  tomada pelos comunistas, quando em 1949 Mao-Tse Tung proclamou a "República Popular da China"; movimentos ditatoriais camuflados, escondendo a hegemonia do Estado perante a sociedade civil; Os Estados Unidos da América, que contemplam poder de decisão social mundial, ditando subentendidamente como deve caminhar a humanidade, utilizando a ONU e outros tantos subterfúgios vulgarmente chamados de democráticos; o Brasil, que a cada dia se transmuta à terra dos cegos, surdos e mudos políticos, tendo um potencial natural, financeiro e social exposto internacionalmente como exorbitante, quando minuto após minuto descobre-se mais uma façanha corrupta de desfalques internos - que a sociedade civil é obrigada a pagar, sem ter meios de escapar; as instituições cristãs, mantendo seus palácios espalhados pelo mundo, roubando de forma escancarada e pregando o medo, a dor, o machismo, passando de forma bastante superficial pela inquisição e caça às bruxas, aproximadamente 400 anos de torturas e mortes em nome daquele deus citado na "bíblia sagrada" - sim, aquele livro que, coincidentemente, também dita como deve caminhar a sociedade - cujas artimanhas se dão a partir do sofrimento da humanidade. Muitas outras situações poderiam ser citadas, inclusive as que funcionam e/ou funcionaram de forma coerente e ética, embora não me venham a memória no momento.
Enfim, corrupção atrás de corrupção, à frente da linha do tempo, acima de onde podemos alcançar, abaixo dos corruptos e ao lado dos humanos, de todos nós.
Eles são os corruptos, nós os corrompidos.
Corrupção: ato ou efeito de corromper; depravação, desmoralização, devassidão; sedução; suborno. - É o que diz o dicionário. Depravados, imorais, devassos, que conseguem o que querem por meio de sedução e suborno.
Mas, como acredito que nada seja um fato isolado, utilizarei a história como suporte a um conceito mais específico.
Por volta do século XV, uma figura revoltou os bastidores da cena política e religiosa ocidental, com o posicionamento que mantém em vigor a célebre frase: "Os fins justificam os meios". Nicolau Maquiavel, utilizando-se de seu empirismo para todas as ações e missões que teve, enquanto chanceler - cargo que obteve aos 29 anos - e outras tantas funções, impunha em suas teorias a imutabilidade da natureza humana, que é essencialmente má, desejando obter seus retornos com o mínimo esforço possível. E que a corrupção se inicia dentro do centro da política, ao serem sobrepostos os conflitos, devido a incompatibilidade dos desejos particulares.
O bem particular se sobrepõe ao bem comum, no qual a ética sofre atos de decoro para a satisfação do eu.
Desde a idade das pedras, as comunidades eram obrigadas a aprender a viver em união, pensando uns nos outros, para sobrevivência geral. Caso contrário, um pequeno deslize, a caça não sustentaria, a água tampouco. Era uma teia de aranha. Uns pelos outros, pois se não fosse assim, não haveria vida - digo, no sentido mais instintivo dela. No decorrer dos milhares de anos, foram-se instituindo poderios, no qual alguém se prevalecia sobre outrem para desempenhos de atividades específicas. O poder centralizava e centralizava mais, instituiu-se as monarquias. Um nome, um sobrenome: o suficiente para matar, autorizar a vida, comandar toda uma civilização. Mercantilização de pessoas, assim, humanas como nós, mas humanas diferente de nós e, por serem assim diferentes, poderiam ser torturadas, vendidas e compradas.
Mas depois de muita luta e revolta - agora, falando do Brasil - foi instaurada a democracia! Que sonho! Um país independente e democrático! Uma independência comprada - corrupta, com uma demagogia que ainda ousam chamar de democracia.
A democracia, teoricamente pura, já instaurou-se mundialmente de forma corrupta. Pois é muito fácil governar um Estado democrático, no qual os cidadãos exercem sua cidadania movidos pelos medo, movidos pela vigilância. Estamos todos nessa rede democraticamente corrompida, democraticamente corrupta. O governo do medo é a Nova Ordem Mundial, a qual tomou nome e forma conceitualmente no pós-Guerra Fria, mas isso é só uma etiqueta de destaque no livro de história. Todas e cada ação corrompida e corrupta na nossa linha do tempo são parte fundamental para a construção histórica de viver e ser domado pelo medo. Medo de viver, medo de morrer. Principalmente o medo de viver, que é a peça chave para que a política atual funcione em todos os seus pilares: social-econômico-religioso-histórico.

Medo de fazer algo para mudar a sociedade, para viver bem.
Medo de não ser remunerado, de não ter dinheiro, para viver bem.
Medo de pecar, para que possa viver bem.
Medo de tentar mudar o curso da história, para viver bem.
A Nova Ordem Mundial está aí, com poucos contrários, muitos desconhecedores e muitos mais favoráveis.
E caminhando de forma a manter a sociedade com medo, a rede se atrapa com cada vez mais força e consistência, para um regime ditatorial hegemônico que já não será mais movido pelo medo, mas pelo pânico.

Eu acho que ainda não tenho medo e quero mudar.
Vamos?
Boa noite!

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