Boa noite, expressantes!
Não podemos deixar de falar sobre esse, que vem sendo, assunto tão comentado, discutido, implodido e explodido pela mídia, debates estudantis em nível nacional (e internacional), conversas de charutaria e, espero nobremente, dentro dos espaços ocupados por políticos no nosso Estado: a ocupação da USP!
Expor opiniões, ou mesmo construí-las, meio a tantas argumentações já feitas, é algo que, particularmente, se torna redundante. Afinal, já sabemos o lado A, o B e o C... Toda e qualquer crítica aqui, tem caráter pessoal, pois não estou lá, embora já tenha vivenciado algumas situações de "Movimento Estudantil Esquerdista" - vou nomear dessa forma, porque é fato que isso seja oriundo dessas correntes.
Acredito piamente na construção sócio-histórica, o que me coloca na posição de que não se pode tratar isoladamente esse fato, sem voltar há quase 200 anos atrás, quando a teoria marxista foi instituída, explorada e adotada por estudantes e sindicalistas trabalhadores, como a melhor opção para uma mudança radical (radical, raiz - nesse sentido, mesmo), política e, consequentemente social.
Sou favorável às lutas, que sejam travadas com reivindicações justas! E os estudantes USP têm reivindicações justas! Pedir para o Estado mais segurança, mais estrutura, enfim, um leque de necessidades que são buscadas, apresentadas e, normalmente, indeferidas pelo governo. Houve uma onda de manifestações esse ano, greves e ocupações estudantis (lutando pelo acesso DE QUALIDADE à educação), UEM, UFPR, UFES, UnB e outras tantas IES públicas (PÚBLICAS!!! GRATUITAS!! FINANCIADAS POR NÓS, SOCIEDADE!), mas, será que essa é a melhor forma de expor a necessidade de melhorias? Cobrindo os rostos, impedindo funcionários de trabalhar e, DEPREDANDO um patrimônio cujo gasto de refazer poderia ser utilizado em investimentos na Educação?
É bastante paradoxal, os estudantes pesquisam, se toram peritos em cultura esquerdista (em suas mais diversas vertentes), leem, vão às ruas, pintam a cara, enviam cartas, moções, petições, pedidos aos governos e governantes, mas destroem, prejudicam, roubam - dadas as informações de furtos de objetos guardados, como celulares e outros de valor - e expõem uma total falta de comprometimento com outra parte da sociedade senão eles. De que vale uma luta travada com mais contras do que prós? Bom, o fim verdadeiro da luta, não saberemos agora. Na verdade, é difícil supor um fim.
Fato: precisamos de melhoria na nossa Educação (constitucionalmente "educação pública, gratuita e de qualidade para TODOS e TODAS).
Questionamento: Essa é a melhor forma? Se não, qual, então?
Quando nenhuma parte for prejudicada, acredito, estaremos no caminho certo...
Mas é, esse é realmente um assunto de difícil argumentação!
Pintar a cara de vermelho é bonito, com tinta.
Derramar sangue para que ela se pinte, é mesmo necessário?
O homem perdendo a razão, quando age na base do grito e da violência!
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